Necrópole: a cidade dos mortos vivos.
O ar que adentra seus pobres pulmões injustiçados asfixia o ser, matando vagarosamente. A sua volta as árvores têm brilho e resistência, mas nenhum fruto que propague sua existência.
A ignorância daquele que magnífica o chão que os pés não tocam, é a mesma dos que pintam o azul do céu, com um cinza véu de poluição.
Os pássaros não batem asas mais, e as pessoas que pela rua passam se esbarram umas nas outras, como se usassem máscaras brancas e nulas, onde ninguém verdadeiramente conhece aquele que ao lado está.
A Necrópole vive da nossa morte, como um formigueiro nos aglomeramos, assinando nossa própria sentença de morte, o ar irrespirável, o mar já muito fraco, e o ser insociável.
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