À Toa na Noite
Eu passeava pelas noites mortas,
Vendo teu rosto surgir nas janelas
Das velhas casas de paredes tortas
Que descansavam sob a luz d’estrelas...
Eu passeava pelas noites baças,
Ouvindo, ao lado, o som dos teus passos;
E me aquecia nos postes das praças
Do lume gelado dos teus abraços...
Eu imaginava, em meus míseros sonhos,
– Estes algozes às vezes risonhos –
Uma viva cor para a opacidade.
E eu me cansava... E assistia sozinho
Teu perfil de adeus seguindo caminho...
Desaparecendo em meio à cidade...
Vendo teu rosto surgir nas janelas
Das velhas casas de paredes tortas
Que descansavam sob a luz d’estrelas...
Eu passeava pelas noites baças,
Ouvindo, ao lado, o som dos teus passos;
E me aquecia nos postes das praças
Do lume gelado dos teus abraços...
Eu imaginava, em meus míseros sonhos,
– Estes algozes às vezes risonhos –
Uma viva cor para a opacidade.
E eu me cansava... E assistia sozinho
Teu perfil de adeus seguindo caminho...
Desaparecendo em meio à cidade...
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