Vulto furtivo
‘Escrito na cidade de Uiraúna – PB, em 04 de julho de 1989 às 20h15
Poema de: Rerismar Lucena de Morais’
Um vulto furtivo em meio às sobras,
O leve murmúrio de voz trêmula
Fogo que queima o coração humano,
Uma vida ceifada, morte extrema.
O sangue gela, o coração para,
Em noite de tempestades, de trevas...
Onde o escarlate sangue, à calçada
Suja com glóbulos de um ser humano.
Parece que à noite envolto estava
De uma nuvem de loucos, a soltos nela
Que ensandecidos, cavalgam
A busca de vítimas para queimar na brasa
De animais que brilham em meio as trevas.
O vulto furtivo se afasta;
Um corpo na calçada do destino
............................................................................................................
Uma vida ceifada, uma longa espera.
Rerismar Lucena
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael