Não podemos amarrar nosso tempo
Te perder de vista na minha quimera,
te perder sem ao menos te achar
como posso não encontrar tua cor, gosto e pudor,
na cidade que não te guarda.
Na polpa dos meus dedos não existe tu,
na minha mão não há teu toque,
não podemos ser selvagens,
não descobrimos como se amarra o tempo ao perder de vista as horas,
nem intuímos nosso interior em comunhão.
nem intuímos nosso interior em comunhão.
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