Eneágono (ABC)
I
Conto estrelas, ao todo, vejo nove
Mesmo assim o céu está escuro
Hoje a lua não reflete no muro
Fecho os olhos, percebo tudo que se move
Concentro-me neste ponto avermelhado
Que aponta lá pro alto, pro céu estrelado
Eis ali a benção de Jove!
Abrem-se os astros, um caminho bonito
Um caminho de estrelas, um caminho infinito
II
A máquina o fez igual ao irmão
Pois logo na primeira estrela ele chorou
Por ter de livrar o irmão que tanto amou
Fui questionado, mas não quis dar razão
Quis seguir o meu caminho
E assim, continuei, na reta, sozinho
E acabei longe, em amarga solidão
Porém Jove, devendo-me escusas
Aponta-me o caminho até as minhas musas
III
Amargo, porém, fê-lo sorrir
Com um belo adorno de diamante
Vi a alegria da minha amante
Eis: uma felicidade eterna está por vir!
Pois desta estrela, fiz de meu feitio,
Meu lar, em paz, às margens do rio
Ao passo que acordo, repleto de devir
Descubro que caí na armadilha de Jove
E agora me encontro no mais puro caos!
Conto estrelas, ao todo, vejo nove
Mesmo assim o céu está escuro
Hoje a lua não reflete no muro
Fecho os olhos, percebo tudo que se move
Concentro-me neste ponto avermelhado
Que aponta lá pro alto, pro céu estrelado
Eis ali a benção de Jove!
Abrem-se os astros, um caminho bonito
Um caminho de estrelas, um caminho infinito
II
A máquina o fez igual ao irmão
Pois logo na primeira estrela ele chorou
Por ter de livrar o irmão que tanto amou
Fui questionado, mas não quis dar razão
Quis seguir o meu caminho
E assim, continuei, na reta, sozinho
E acabei longe, em amarga solidão
Porém Jove, devendo-me escusas
Aponta-me o caminho até as minhas musas
III
Amargo, porém, fê-lo sorrir
Com um belo adorno de diamante
Vi a alegria da minha amante
Eis: uma felicidade eterna está por vir!
Pois desta estrela, fiz de meu feitio,
Meu lar, em paz, às margens do rio
Ao passo que acordo, repleto de devir
Descubro que caí na armadilha de Jove
E agora me encontro no mais puro caos!
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