suspendo-me nos silêncios...
nesta atmosfera tão sombria do entardecer
agita-se a folhagem batendo-me no rosto
é o vento querendo-me dizer
da profundidade da saudade
que me fere o coração.
as folhas agitadas, balouçadas
como o meu pensamento,
os sentimentos divididos, gotas de água,
temporais de mágoa
gemidos do vento que trazem o eco do mar
- deito a cabeça no teu colo
e não quero mais a mim regressar.
esta tarde recaio na melancolia
desalojada de sentimento
carrego nos ombros o cinzento deste dia
ponho o olhar no poente
é evidente minha solidão
é como se estivesse esquecida
desses dias que tão longe vão.
olho a terra molhada, lágrimas
que caem do céu...
faz-se noite, é a despedida e eu,
penso como é monótona a vida...
mas, talvez tudo seja ilusão
meu corpo vai bebendo da saudade,
vou perdendo chão e trancando-me
na solidão, para esquecer a realidade.
natalia nuno
agita-se a folhagem batendo-me no rosto
é o vento querendo-me dizer
da profundidade da saudade
que me fere o coração.
as folhas agitadas, balouçadas
como o meu pensamento,
os sentimentos divididos, gotas de água,
temporais de mágoa
gemidos do vento que trazem o eco do mar
- deito a cabeça no teu colo
e não quero mais a mim regressar.
esta tarde recaio na melancolia
desalojada de sentimento
carrego nos ombros o cinzento deste dia
ponho o olhar no poente
é evidente minha solidão
é como se estivesse esquecida
desses dias que tão longe vão.
olho a terra molhada, lágrimas
que caem do céu...
faz-se noite, é a despedida e eu,
penso como é monótona a vida...
mas, talvez tudo seja ilusão
meu corpo vai bebendo da saudade,
vou perdendo chão e trancando-me
na solidão, para esquecer a realidade.
natalia nuno
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