galhos
Minha alma está de tal modo perdida, hoje,
Enquanto fita as vinhas de jardins idos,
Que o crisântemo do presente me foge
Pelas mãos, entre meus dedos exauridos.
Ao pé do nada feito maravilha
Pelo estúpido grilhão de uma memória,
Faço da melancolia que fervilha
Uma lã, com qual teço e distorço a história.
Sim... E fico a esmo, sozinho, a imaginar,
Nas vinhas empedernidas, a brotar,
Os perfumes dos sorrisos e seus ecos...
Aqui, sob a árvore suspensa no abismo,
Choro sem chorar, e, sobretudo, eu cismo
Em sonhar flores onde há só galhos secos...
Enquanto fita as vinhas de jardins idos,
Que o crisântemo do presente me foge
Pelas mãos, entre meus dedos exauridos.
Ao pé do nada feito maravilha
Pelo estúpido grilhão de uma memória,
Faço da melancolia que fervilha
Uma lã, com qual teço e distorço a história.
Sim... E fico a esmo, sozinho, a imaginar,
Nas vinhas empedernidas, a brotar,
Os perfumes dos sorrisos e seus ecos...
Aqui, sob a árvore suspensa no abismo,
Choro sem chorar, e, sobretudo, eu cismo
Em sonhar flores onde há só galhos secos...
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