À espera do Carnaval
Derramo meu coração
Em amores inventados
À espera de beijos, carícias, abraços
Que não têm data ou horário marcado
Derramo meu coração
Sobre poças, piscinas cristalinas
É dessa mistura molhada, líquida
Que nasce minha paixão, tão de menina
Derramo meu coração
Em mares agitados, tão imensos
Em olhares azuis, tão intensos
Que me percorrem o corpo e a alma, sedentos
Derramo meu coração
Sobre a mesa posta na sala de jantar
É nessa tragédia anunciada, refeição bagunçada
Que encontro a poesia do sentir, razão de ser amada
Derramo meu coração
Em teus contornos, desenhos, curvas
Em tuas íris, reservas tão profundas
Que guardam as minhas próprias, de águas turvas
Derramo meu coração
Sobre teu corpo, meu querer inteiro
Porque ele não cabe mais em si, tamanho desejo
Que sonha em se fazer real, num eterno Fevereiro.
Bianca Lopes
Em amores inventados
À espera de beijos, carícias, abraços
Que não têm data ou horário marcado
Derramo meu coração
Sobre poças, piscinas cristalinas
É dessa mistura molhada, líquida
Que nasce minha paixão, tão de menina
Derramo meu coração
Em mares agitados, tão imensos
Em olhares azuis, tão intensos
Que me percorrem o corpo e a alma, sedentos
Derramo meu coração
Sobre a mesa posta na sala de jantar
É nessa tragédia anunciada, refeição bagunçada
Que encontro a poesia do sentir, razão de ser amada
Derramo meu coração
Em teus contornos, desenhos, curvas
Em tuas íris, reservas tão profundas
Que guardam as minhas próprias, de águas turvas
Derramo meu coração
Sobre teu corpo, meu querer inteiro
Porque ele não cabe mais em si, tamanho desejo
Que sonha em se fazer real, num eterno Fevereiro.
Bianca Lopes
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