A voz
A voz que hoje se apresenta
Através desses versos sem métrica
É voz já um tanto cansada
Mas atenta
A voz que agora se mostra
Traz consigo alguma coisa de lágrima
Deixa tocar alguma nota de dor
É voz calejada, já sem pudor
Esta voz, que não decide
Entre ser altiva ou ser silenciosa
Transparece anseios de menina, que agride
Que traga a vida, segura e solta
Esta voz, que a duras penas sobrevive
Entre o calento e o abandono
Procura desejos de mulher, que não atingem limite
Que abrem portas e pernas, sem convite
Uso esta voz porque é a única que tenho
Não tem enfeites nem disfarces
Busca tão somente o deleite da coragem
Vive só pela esperança de não ter mais medo.
Através desses versos sem métrica
É voz já um tanto cansada
Mas atenta
A voz que agora se mostra
Traz consigo alguma coisa de lágrima
Deixa tocar alguma nota de dor
É voz calejada, já sem pudor
Esta voz, que não decide
Entre ser altiva ou ser silenciosa
Transparece anseios de menina, que agride
Que traga a vida, segura e solta
Esta voz, que a duras penas sobrevive
Entre o calento e o abandono
Procura desejos de mulher, que não atingem limite
Que abrem portas e pernas, sem convite
Uso esta voz porque é a única que tenho
Não tem enfeites nem disfarces
Busca tão somente o deleite da coragem
Vive só pela esperança de não ter mais medo.
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