Manifesto
Se acordo pela manhã
E não me recordo dos sonhos
Penso que dormir foi perda de tempo,
Poderia passar acordado a madrugada inteira
Trabalhando no real, na minha vida quem sabe.
Nessa minha falta de experiência versus
A presunção de grandiosidade.
Não quero mais saber de verso nenhum,
Não quero ser feliz, quero ficar desse jeito para sempre.
Sempre confuso, no limiar, sempre com um olho fechado
Para sonhar acordado, ponderando tudo.
Quero ser humano, aprender a falar e sorrir e ser um maldito com todos.
Quero que me chamem pelo nome, que me chamem de cretino e me estapeiem.
Mas, acima de tudo, quero sonhar.
Daria tudo para ver novamente as ondas gigantescas
Vindas do mar, chocando-se contra os edifícios e varrendo tudo
Menos eu.
Ah, o que eu não faria... Pois bem.
A partir de agora, sou eu contra tudo.
Hei de trair a minha própria palavra
Hei de trair minha própria razão.
Que importa faltar-me alguma virtude?!
Se hei de caminhar até meu coração
Em sua mais formosa plenitude!
E não me recordo dos sonhos
Penso que dormir foi perda de tempo,
Poderia passar acordado a madrugada inteira
Trabalhando no real, na minha vida quem sabe.
Nessa minha falta de experiência versus
A presunção de grandiosidade.
Não quero mais saber de verso nenhum,
Não quero ser feliz, quero ficar desse jeito para sempre.
Sempre confuso, no limiar, sempre com um olho fechado
Para sonhar acordado, ponderando tudo.
Quero ser humano, aprender a falar e sorrir e ser um maldito com todos.
Quero que me chamem pelo nome, que me chamem de cretino e me estapeiem.
Mas, acima de tudo, quero sonhar.
Daria tudo para ver novamente as ondas gigantescas
Vindas do mar, chocando-se contra os edifícios e varrendo tudo
Menos eu.
Ah, o que eu não faria... Pois bem.
A partir de agora, sou eu contra tudo.
Hei de trair a minha própria palavra
Hei de trair minha própria razão.
Que importa faltar-me alguma virtude?!
Se hei de caminhar até meu coração
Em sua mais formosa plenitude!
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