261 - DE QUARENTENA
Sou cinzas e pó no piso de casa
E sinto-me só e apaga-se a vela.
Aperta-se o nó da corda amarela.
Das pálpebras, ó! a lágrima vaza.
De lástimas é a poça tão rasa
E mesmo de pé afogo-me nela.
Sem forças até a brisa congela
Os olhos da fé sem fogo, sem brasa.
De quem eu ouvi risada sonora?
Alguém por aí que fale bem claro?
Há perto de si criança que chora?
Janelas abri num dia tão raro
Mas nunca mais vi a vida lá fora:
Meu rosto sorri enquanto o mascaro?
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 07/06/2020)
E sinto-me só e apaga-se a vela.
Aperta-se o nó da corda amarela.
Das pálpebras, ó! a lágrima vaza.
De lástimas é a poça tão rasa
E mesmo de pé afogo-me nela.
Sem forças até a brisa congela
Os olhos da fé sem fogo, sem brasa.
De quem eu ouvi risada sonora?
Alguém por aí que fale bem claro?
Há perto de si criança que chora?
Janelas abri num dia tão raro
Mas nunca mais vi a vida lá fora:
Meu rosto sorri enquanto o mascaro?
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 07/06/2020)
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