Amador de língua morta
Voltara do Colégio cedo, pôs calmamente o pé calçado sobre o batente da porta e lembrou o quanto odiava estar naquele lugar, e que sonhava um dia livrar-se daquela desgraçada agonia de a ninguém amar, ninguém além das suas doces e nada simplórias palavras derivadas do Latim. Sonhava também um dia ter o privilégio de falar em Latim, na época, a língua dos intelectuais, dos sonhadores, dos escritores. Fernando era um sonhador nato, um doce menino espanhol, amador da pátria e de Cervantes, moreno do rosto bem esculpido, do nariz fino e grande e dos olhos igualmente chamativos, pois tinha grande cílios.
Antes de entrar de vez na casa em que vivia com sua avó e seu pai, pensou em dar mais uma volta no bairro em que vivia, talvez passar perto da padaria, para sentir o bom cheiro dos pães quentes e dos doces achocolatados. Depois talvez, voltasse para sua casa, onde era limitado às regras rigorosas.
A porta da casa estava aberta e a cozinheira cantava enquanto fazia o almoço na cozinha. O quintal da casa era cheio de flores e árvores, dava para perder-se no tempo. Fernando então, desistiu de seu plano, do seu passeio pelo bairro, e correu para tirar o uniforme do colégio e trocá-lo por uma roupa mais confortável e casual. A casa, toda de madeira antiga, herdada do pai de sua avó, os quadros dos antepassados eram o mais bonitos enfeites das paredes ocas.
Pegou um livro qualquer, sem objetivos claros e foi para o quintal, perde-se no tempo entre as plantas. E pensou que, se Deus existisse, escondia-se entre as resiliências alheias.
Antes de entrar de vez na casa em que vivia com sua avó e seu pai, pensou em dar mais uma volta no bairro em que vivia, talvez passar perto da padaria, para sentir o bom cheiro dos pães quentes e dos doces achocolatados. Depois talvez, voltasse para sua casa, onde era limitado às regras rigorosas.
A porta da casa estava aberta e a cozinheira cantava enquanto fazia o almoço na cozinha. O quintal da casa era cheio de flores e árvores, dava para perder-se no tempo. Fernando então, desistiu de seu plano, do seu passeio pelo bairro, e correu para tirar o uniforme do colégio e trocá-lo por uma roupa mais confortável e casual. A casa, toda de madeira antiga, herdada do pai de sua avó, os quadros dos antepassados eram o mais bonitos enfeites das paredes ocas.
Pegou um livro qualquer, sem objetivos claros e foi para o quintal, perde-se no tempo entre as plantas. E pensou que, se Deus existisse, escondia-se entre as resiliências alheias.
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