CERTAS VONTADES

Tenho certas vontades
Que ninguém acreditaria se as contasse
Tão inimagináveis que certamente surpreenderia

Mas o que seriam os anseios
Senão se evidentes o viço para a imaginação fértil
O alimento essencial da curiosidade alheia

No entanto tudo deixa de ser desejo
Quando calo as suas possibilidades
Ao primeiro pasmo que sobeja

Fervilha em mim qualquer coisa razoável
Dessas que instigam e incendeiam
Pelo simples fato de tornar-se exposta

Ante ao que sonho e vivencio
Há um abismo de considerações falhas
E é por elas que vivo buscando respostas


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