O MOMENTO SUBLIME
Descíamos pela trilha
Após longa caminhada
Exaustos e sedentos.
Eu trazia lírios na mão abrasada…
Descíamos como Absalão desceu a Jericó
Ao longo do vale do Jordão.
Caía a tarde de um dia de verão.
O vasto céu estava tão próximo
Que eu me entristecia
Diante do adiantado da hora.
As flores exalavam um perfume
Que embriagava.
Sentamos num banco de pedra
Para que o momento sublime
Não nos escapasse.
Ali assistimos imóveis
Ao morrer de mais um dia e
À chegada da noite prateada
Num encadeamento impreterível.
Eu me pus confiante
Depois que vi a lua
A iluminar o caminho
Que restava percorrer.
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