Bailei com a solidão
"Bailei com a solidão"
A beira do mar espero a Solidão,
e ouço já o trotear do seu coração,
no sopro dos ventos escuto seus lamentos,
prantos da minha perdição.
Quisera recuar no tempo,
nem que fosse por um momento,
sentir o corpo teu, juntinho ao meu,
e no meu ouvido, ouvir um gemido teu.
Pegar na tua mão, e bailar contigo, solidão,
com os nossos corpos já a murmurar,
ouvimos ao longe gaivotas a chilrear,
passo a passo, continuamos a bailar.
Solidão sinto a tua voz rouca a soluçar,
e te pergunto, estas a chorar?
porque choras? se em tudo o que nos rodeia,
escuta-se somente o mar a rebolar na areia?
Com noite já dentro se incendeia o luar,
e nos deitados iniciamos o nosso amar,
a madrugada arrastando seu manto,
ao longe as sereias entoam o seu canto.
E nos voltamos a juntar os corpos e bailar
bailar com a solidão, e a única forma de olvidar.
palavras, gestos passado dum imaginário,
que faz parte do meu calvário...
João Neves, 16.07.2016...
A beira do mar espero a Solidão,
e ouço já o trotear do seu coração,
no sopro dos ventos escuto seus lamentos,
prantos da minha perdição.
Quisera recuar no tempo,
nem que fosse por um momento,
sentir o corpo teu, juntinho ao meu,
e no meu ouvido, ouvir um gemido teu.
Pegar na tua mão, e bailar contigo, solidão,
com os nossos corpos já a murmurar,
ouvimos ao longe gaivotas a chilrear,
passo a passo, continuamos a bailar.
Solidão sinto a tua voz rouca a soluçar,
e te pergunto, estas a chorar?
porque choras? se em tudo o que nos rodeia,
escuta-se somente o mar a rebolar na areia?
Com noite já dentro se incendeia o luar,
e nos deitados iniciamos o nosso amar,
a madrugada arrastando seu manto,
ao longe as sereias entoam o seu canto.
E nos voltamos a juntar os corpos e bailar
bailar com a solidão, e a única forma de olvidar.
palavras, gestos passado dum imaginário,
que faz parte do meu calvário...
João Neves, 16.07.2016...
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