A gaiola
Um pássaro canta
dentro de mim!
Rouco, louco, embriagado.
Não tem penas,
está inchado.
Estranho e faminto
já não é pássaro
mas relutante e trágico
insiste em ser.
Já não dorme,
pensa sem parar
por esclarecer a todos:
"posso voar, posso voar, posso voar"
Não pode.
E até mesmo a árvore, sua ancestral,
onde deitávamos ao luar
e jurávamos,
declinou as vestes
e nua, descabelada,
tem os pés queimados.
Pobre pássaro,
pobre de mim seu confidente,
(secreto amante)
oculto nossa triste imagem
e não declaro nosso amor
amargo, doente, aprisionado.
Mas ele segue dentro de mim,
cantando,
rouco, louco, embriagado.
dentro de mim!
Rouco, louco, embriagado.
Não tem penas,
está inchado.
Estranho e faminto
já não é pássaro
mas relutante e trágico
insiste em ser.
Já não dorme,
pensa sem parar
por esclarecer a todos:
"posso voar, posso voar, posso voar"
Não pode.
E até mesmo a árvore, sua ancestral,
onde deitávamos ao luar
e jurávamos,
declinou as vestes
e nua, descabelada,
tem os pés queimados.
Pobre pássaro,
pobre de mim seu confidente,
(secreto amante)
oculto nossa triste imagem
e não declaro nosso amor
amargo, doente, aprisionado.
Mas ele segue dentro de mim,
cantando,
rouco, louco, embriagado.
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