Quem morreu?...
Levantam-se os ciprestes
Quem foi que morreu?
E aos ventos agrestes
Minha alma grita...aflita,
Não fui eu!
Há sempre um sinal de desalento
A cada noite ao adormecer
Os olhos se apagam de fadiga
É o tempo que está a morrer.
Já a solidão tudo esfria
O tempo tudo corrói
Só ao sonho suplico companhia
Enquanto há um pouco de luz
na queda que dói.
Sobre o campo adormecido
há um escuro que se amontoa
estou-o vivendo, por mais que doa.
Nas horas da vida há ondas alterosas
e espumas furiosas.
E meu rosto olha o sol que se apagou,
meu barco ainda assim não naufragou...
Resta um tempo que me destrói,
mas ao mesmo tempo me realiza
Caminho onde chego... e a vida
se suaviza.
natalia nuno
Quem foi que morreu?
E aos ventos agrestes
Minha alma grita...aflita,
Não fui eu!
Há sempre um sinal de desalento
A cada noite ao adormecer
Os olhos se apagam de fadiga
É o tempo que está a morrer.
Já a solidão tudo esfria
O tempo tudo corrói
Só ao sonho suplico companhia
Enquanto há um pouco de luz
na queda que dói.
Sobre o campo adormecido
há um escuro que se amontoa
estou-o vivendo, por mais que doa.
Nas horas da vida há ondas alterosas
e espumas furiosas.
E meu rosto olha o sol que se apagou,
meu barco ainda assim não naufragou...
Resta um tempo que me destrói,
mas ao mesmo tempo me realiza
Caminho onde chego... e a vida
se suaviza.
natalia nuno
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