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Olha eu falo, escrevo e descrevo
Da face cansada e esbofeteada
Dos olhos chorosos dum servo
Da língua dobrada, espada afiada.
Da boca faminta e ranger de dentes
Dos falsos amigos e lisonjeiros
Dos pés ligeiros para os dementes
Dos laços armados aos tocaieiros.
Da paz infinita dia a dia buscada
Da Graça Bendita gratuitamente
Das boas novas tão ignorada
Do eu mortal, ser impenitente.
Dos dias de luz e das trevas
Dos prantos aos olhos cegos
Da noite infinita sem tréguas
Dos horrores na cruz e pregos.
Da face cansada e esbofeteada
Dos olhos chorosos dum servo
Da língua dobrada, espada afiada.
Da boca faminta e ranger de dentes
Dos falsos amigos e lisonjeiros
Dos pés ligeiros para os dementes
Dos laços armados aos tocaieiros.
Da paz infinita dia a dia buscada
Da Graça Bendita gratuitamente
Das boas novas tão ignorada
Do eu mortal, ser impenitente.
Dos dias de luz e das trevas
Dos prantos aos olhos cegos
Da noite infinita sem tréguas
Dos horrores na cruz e pregos.
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