Sonhei de novo...
Vejo pomares de flores e frutos
Talvez seja só miragem
Trago meus olhos enxutos
No rio mirei minha imagem.
E ousei ver-me menina...
Ai... a força que a saudade tem!
Sabendo como ninguém
Que só assim se imagina
Quem saudade tem...
Ali defronte dependurado
Um lençol bordado
a corar
Que vim ao rio lavar.
Já o cansaço me faz dormir
Mas ainda quero ir
À rua que a minha mente povoa
Sentir-me de novo em casa
Ainda que isso me doa.
Perdi a asa!
Sinto-me menina intrusa
Meu sonho novo me arrasa
E arrasa minha musa
É este o lugar que me deu vida
Onde tanta vez vi o sol nascer
E sonhar como flor esquecida
Nas sombras do adormecer.
Tantos dias matinais
Tanto rosto já esquecido
O silêncio... dos que não
voltam mais,
deixam-me o coração
p'la dor possuído.
Sento-me ainda agora no sonho
a repousar
Vai anoitecer, já arrefece...
E eu na soleira da porta a ver a lua chegar.
Não! Não me vou afastar!
O chamamento da terra
me aquece,
em labaredas de saudade.
Talvez ainda a esperança regresse
e possa voltar à idade,
Áquela que o tempo,
não me arranca da lembrança.
natalia nuno
Talvez seja só miragem
Trago meus olhos enxutos
No rio mirei minha imagem.
E ousei ver-me menina...
Ai... a força que a saudade tem!
Sabendo como ninguém
Que só assim se imagina
Quem saudade tem...
Ali defronte dependurado
Um lençol bordado
a corar
Que vim ao rio lavar.
Já o cansaço me faz dormir
Mas ainda quero ir
À rua que a minha mente povoa
Sentir-me de novo em casa
Ainda que isso me doa.
Perdi a asa!
Sinto-me menina intrusa
Meu sonho novo me arrasa
E arrasa minha musa
É este o lugar que me deu vida
Onde tanta vez vi o sol nascer
E sonhar como flor esquecida
Nas sombras do adormecer.
Tantos dias matinais
Tanto rosto já esquecido
O silêncio... dos que não
voltam mais,
deixam-me o coração
p'la dor possuído.
Sento-me ainda agora no sonho
a repousar
Vai anoitecer, já arrefece...
E eu na soleira da porta a ver a lua chegar.
Não! Não me vou afastar!
O chamamento da terra
me aquece,
em labaredas de saudade.
Talvez ainda a esperança regresse
e possa voltar à idade,
Áquela que o tempo,
não me arranca da lembrança.
natalia nuno
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