pressentimento...
dói na memória com intensidade
ouvir o cansado ruído da lembrança
e a pressa da ameaça que se avizinha,
surgem nos olhos águas de saudade
treme o coração sem esperança
e o medo do que se adivinha.
na luz caída da tarde
o vôo perdido das folhas,
levando ao pensamento a verdade
da saudade, com que já me olhas...
no fogo secreto da noite
esquecíamos o tempo e a lentidão
amávamos-nos sem fronteiras
e era alquimia percorrer teu corpo
com minha mão,
redimida no silêncio,
resgato do esquecimento
cada momento vivido
que a memória parece ter esquecido,
mas que ainda consigo alcançar
porque é grato recordar.
é no silêncio que se aprende a aceitar
o envelhecer
a perceber o tempo e o seu pulsar
a vida é este estar e não estar, é este temer
de não poder mais despertar
este é o pressentimento, o rumor das minhas
palavras, que não sei suster,
a dura angústia de cair no vazio
e aquele amor que nos uniu
seja um fio desatado, um sonho melancolicamente
esquecido,
no nosso sono apagado.
natalia nuno
ouvir o cansado ruído da lembrança
e a pressa da ameaça que se avizinha,
surgem nos olhos águas de saudade
treme o coração sem esperança
e o medo do que se adivinha.
na luz caída da tarde
o vôo perdido das folhas,
levando ao pensamento a verdade
da saudade, com que já me olhas...
no fogo secreto da noite
esquecíamos o tempo e a lentidão
amávamos-nos sem fronteiras
e era alquimia percorrer teu corpo
com minha mão,
redimida no silêncio,
resgato do esquecimento
cada momento vivido
que a memória parece ter esquecido,
mas que ainda consigo alcançar
porque é grato recordar.
é no silêncio que se aprende a aceitar
o envelhecer
a perceber o tempo e o seu pulsar
a vida é este estar e não estar, é este temer
de não poder mais despertar
este é o pressentimento, o rumor das minhas
palavras, que não sei suster,
a dura angústia de cair no vazio
e aquele amor que nos uniu
seja um fio desatado, um sonho melancolicamente
esquecido,
no nosso sono apagado.
natalia nuno
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