Brisas de cetim

Quanta melancolia existe ao sabor de uma brisa
Quanta emoção embala um gomo de luz delicioso
Nunca o infinito se tornou tão perto e mais rigoroso
Em retalhos de cetim o tempo espaneja toda a
Solidão que exuberante agrilhoa tanta ilusão curiosa
Ali saúdam a vida cintilando ao rubro, eufórica e tão saborosa
Despenteando a manhã que acorda bradando imperiosa
Espreguiça-se uma caricia suplicante e pegajosa
Aceita navegar ao sabor de cada maré altiva e portentosa
Frederico de Castro
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