Não me quero deixar levar
Por este presságio infindo,
Que veio de mansinho torturar
Meu corpo na dor fingindo.

Por vezes não acredito,
Que os anos têm degraus,
Subindo a enorme ritmo,
Carregando o bom e mau.

Não há volta que evite,
O que o destino reserva,
Nem lição que s’ confisque,

Mas a renascer redobrada
Há uma luta interior,
Que não deixo morrer por nada.

Maria Antonieta Matos 18-07-2020
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