Epitáfio de um poeta
Sorrio, embora apodrecido. Temo continuar a ser quem sou: um raio de inconstância em um mundo estático. Abro mão do indivíduo e aceito o acalento vindo do inconcebível. A imaginação, que outrora fora rainha de nossa existência é hoje banida e maltratada, tornando amarga nossa vivência. O último desejo de minh'alma é o terno abraço da terra e o beijo podre dos vermes decompositores, almejo deitar para sempre ao lado da deusa esquecida de um mundo perdido. Aqui, meus amigos, jaz um jovem imaginador vencido.
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