A amálgama dos sentidos
São Bernardo do Campo, 12 ago. 2020 às 22hs00.
Poema de: Rerismar Lucena
Reconstruir o real, reimaginar o imaginado
Evocar a representação dos sentidos
No Jogo de espelhos, —“das verdades”
Da ausência dos desapercebidos.
O surto imaginativo, que forja à realidade
E que, da ausência nasce o real.
No espelho turvo da representatividade
Surge imagem manifesta, factual.
Onde o real é representação e concretude
Na amálgama dos sentidos humano;
Do sujeito-objeto que tudo precede
A ação do pensamento mundano.
Contudo, o simbolismo da representação
Que pretende dar a realidade, definição
É mera “ilusão referencial” do fato;
Pois somos seres sensoriais, de pensamento e ação.
O mundo externo é o campo da representação
Onde um fato, nunca é o fato de fato. [ipso facto]
Rerismar Lucena
Comentários (1)
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Carla
2020-08-14
Lindo! Adorei meu poeta!
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