gente resignada...
Poema dedicado às gentes do campo
Verdes e azulados na planície
Onde o homem deixou a marca dos dedos
e o sonho vazio,
pra que alguém visse,
Que estão carregados de sombras e medos.
Campos de verde pranto
De sonhos desfeitos e escombros
Que a lua cobre com seu manto
Cansaço de morte sobre os ombros.
Anda a solidão aí p'lo ar
Carregada de cinza e tristeza
Andam gentes consumidas a trabalhar
De olhos vendados de incerteza.
Pisam as ervas que sangram
Levam vidas absortas
Trazem liberdade na boca
Mas as almas estão mortas.
E a esperança? É coisa pouca!
Levantam-se em pedaços
desfeitos
Pensamentos ausentes
Conhecem a desventura, seus passos
são agora espigas sem efeito
de searas morrentes.
A vida inferno ensurdecedor
Brutal cansaço este viver
Morrendo á míngua de dor,
a raiva em si calada
amarga...que o faz sofrer.
.
Verdes e azulados na planície
Onde o homem deixou a marca dos dedos
e o sonho vazio,
pra que alguém visse,
Que estão carregados de sombras e medos.
Campos de verde pranto
De sonhos desfeitos e escombros
Que a lua cobre com seu manto
Cansaço de morte sobre os ombros.
Anda a solidão aí p'lo ar
Carregada de cinza e tristeza
Andam gentes consumidas a trabalhar
De olhos vendados de incerteza.
Pisam as ervas que sangram
Levam vidas absortas
Trazem liberdade na boca
Mas as almas estão mortas.
E a esperança? É coisa pouca!
Levantam-se em pedaços
desfeitos
Pensamentos ausentes
Conhecem a desventura, seus passos
são agora espigas sem efeito
de searas morrentes.
A vida inferno ensurdecedor
Brutal cansaço este viver
Morrendo á míngua de dor,
a raiva em si calada
amarga...que o faz sofrer.
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