Medicinae
Odeio versos, estrofes e tudo
Odeio o que é certo
Odeio o que é errado
Odeio poemas, poesias e o resto
Me perguntaram se sou apaixonado por isso
Eu dei risada
O que eu amo é dar significado ao insignificável
E este é o trabalho do operário poeta
Que enquanto mata um leão por dia
Têm que separar cada luta em palavras
Porque se isso não faz, a cabeça não consegue descansar
No travesseiro
É, isso é coisa de louco
É a droga mais pesada que já experimentei
É o vício mais insano
Se tivesse uma reabilitação para esses viciados
Me internaria para sempre
Só para convence-los a não usar espaços brancos em suas obras
Porque a vida está cheia deles
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