Derradeira luz

Estendida nos lençóis celestiais a noite ruge
Engolida por esta escuridão que fenece sublimada
Só uma exímia caricia ainda sobrevive tão mimada
Fluidificante a derradeira luz expande-se desaçaimada
Digita tantas ensurdecedoras orações conformadas
Entorpece aquele brisa amarinhando por ali inflamada
Sobre o xaile do silêncio choraminga a vida difamada
Aconchega esta solidão furtiva, comovida…reanimada
Prefácio perfeito para qualquer rima ou ladainha indomada
Frederico de Castro
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