Entre as dunas e o céu...

Entre as dunas e o céu estende-se o tempo
Sem rumo, sem destino…oh que desatino
Absurda esta insanidade contida num eco clandestino
Entre as dunas e o céu cada hora é imensa e abreviada
Ai de quem perturbe a calmaria desta solidão ansiada
Toda ela fluindo numa catarata de emoções inebriadas
Entre as dunas e o céu a manhã quase estropiada
Contamina este imenso e absurdo silêncio quase saciado
Ludibria e anestesia cada sorriso centrífugo…quase extasiado
Frederico de Castro
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