Passei como um carro
Sobre as velas na esquina
Cuspi no pecado
Atirei em vidraças
E vi o céu sob um olhar errático
As mãos tremiam
O medo nos amortece
Juntos a sensação era de escárnio
E além do profano
Voltei aos seus braços
Construí barreiras
Pulei de altares
Nunca mais verei o sol com o mesmo olhar da criação
Decidi
Estarei em silêncio
Observando o mundo
Em seu infinita limitação
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