Coplas narcísicas
no meio do desejo
finjo que é medo
a vontade de brincar
com meu segredo
no meio do medo
finjo que é segredo
a clara escuridão
do meu espelho
no meio do segredo
finjo que é enredo
a vontade de inventar
um outro espelho
no meio do espelho
meu segredo é em vão
um desejo de ter medo
de outros eus que já nem são
e cuspo esse tempo
pelos vãos dos dedos
como um retrato de mim
em que me desabito e me perco
finjo que é medo
a vontade de brincar
com meu segredo
no meio do medo
finjo que é segredo
a clara escuridão
do meu espelho
no meio do segredo
finjo que é enredo
a vontade de inventar
um outro espelho
no meio do espelho
meu segredo é em vão
um desejo de ter medo
de outros eus que já nem são
e cuspo esse tempo
pelos vãos dos dedos
como um retrato de mim
em que me desabito e me perco
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Museus
Os museus vazios: a que vieram essas construções monumentais se vazias ficaram suas salas e corredores sem vestígio do cotidiano do…
Darlan de Matos Cunha
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski