Estou farto
Estou farto
desta ausência entre lençóis
do sono que há
no pesadelo que me sou
não levo veias nem vinho nem deus
só as unhas dentro dos bolsos
e o lugar do salgueiro
Ser mais terra que nunca
pedra de calçada com pés por cima
ter um buraco na sola
e haver mijo no chão
tenho nojo das manhãs
húmidas e solenes
Quando da noite me faço homem
a manhã da noite se faz dia
e eu não caibo nos restos
da noite que sobrou
Parto
e não há aqueduto que eleve
as águas que correm baixinho
como se fora choro de erva.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
A beleza de teus seios.
Oh... minha amada quero você junto a mim - como as pétalas de rosas que estão a nascer - em uma manhã de claridade surreal - onde a bel…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*