Por ser uma estrada
Por ser uma estrada
Caminhavam e me pisavam com pernas estragadas
Com arco vestido de preto, como se fosse um nada
Desdenhavam e zombavam com bocas de rodas
Como se soubessem que era uma estrada
De verdade
Gritavam e saltavam quando me chamavam de covarde
Diminuto, só porque era mestre de bodes
E ainda me chamavam de tractor verde
Sou porque não me cansava, pela minha virtude
Única
Que fez de mim, um ser que cria os dias
Não porque tenho sempre as claras, tenho também as sombrias
Assim como qualquer um que caminha
Em busca da verdade que se esconde
Nas artimanhas de andorinhas.
Caminhavam e me pisavam com pernas estragadas
Com arco vestido de preto, como se fosse um nada
Desdenhavam e zombavam com bocas de rodas
Como se soubessem que era uma estrada
De verdade
Gritavam e saltavam quando me chamavam de covarde
Diminuto, só porque era mestre de bodes
E ainda me chamavam de tractor verde
Sou porque não me cansava, pela minha virtude
Única
Que fez de mim, um ser que cria os dias
Não porque tenho sempre as claras, tenho também as sombrias
Assim como qualquer um que caminha
Em busca da verdade que se esconde
Nas artimanhas de andorinhas.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*