discurso da morte
o morto
navega quase impunemente
na balsa dos olhos
de quem sente
e trai um tempo
com jeito de arma
molhados passos e prantos
que se amontoam na alma
a carne
de dureza tanta
rasga o vão da vida
como uma lâmina
as mãos
dormem lânguidas
como pássaros inúteis
e sem dramas
o morto navega
ainda impunemente
a balsa do seu corpo
nos olhos dos presentes
rasga objetivo
a íris mais urgente
num rio de saudade
que se comprime nos dentes
sem vau
o morto bóia
os quilos de passado
nos ombros da memória
e do transeunte
portador da vida
salta um cheiro de dó
informalmente reprimido
a morte sempre esquece
de esquecer a vida
navega quase impunemente
na balsa dos olhos
de quem sente
e trai um tempo
com jeito de arma
molhados passos e prantos
que se amontoam na alma
a carne
de dureza tanta
rasga o vão da vida
como uma lâmina
as mãos
dormem lânguidas
como pássaros inúteis
e sem dramas
o morto navega
ainda impunemente
a balsa do seu corpo
nos olhos dos presentes
rasga objetivo
a íris mais urgente
num rio de saudade
que se comprime nos dentes
sem vau
o morto bóia
os quilos de passado
nos ombros da memória
e do transeunte
portador da vida
salta um cheiro de dó
informalmente reprimido
a morte sempre esquece
de esquecer a vida
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Brasil - 17/06/2011
Os encantos desta terra Que foi chamada Brasil, Estão nos rios e na serra No céu azul, cor de anil. Nas cavernas e nas grutas …
Armando A. C. Garcia
Anestezia.
Olhe... se você olhar para mim neste instante - verás a verdade em meus olhos - Pois de minha boca sairá somente - uma verdadeira pal…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Brasil ! restou a esperança ...
A esperança foi o que nos restou Da malfadada caixa de Pandora. - O dinheiro, o PT o espalhou Por outros países afora. Sem retor…
Armando A. C. Garcia
Obra N.° 13: Poema Gótico
A detalhes mórbidos avisarei
Que este já não é mais nosso mundo
Em mim já não há mais cor,
Em você só restou trevas.
…
Vilar Romancista