Ó náusea tenaz que me contorce o ser,
Que me esfola a carne e me joga ao sal,
Para que me expões a sofrimento tal,
Com distante final que não posso ver?

Me acabe logo e encerre o clamor
E a tremedeira que toma minhas mãos.
Leve junto com meus pensamentos sãos
Os resquícios de fome, os resquícios de dor.

Que o sabor do veneno amargo seja,
Tanto que limpe minh’alma suja
E a estenda onde ninguém veja,
Para que livre e entorpecido eu fuja.
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