230 - POETA ANÓNIMO
Ó, quem me dera fosse enfim poeta,
Desses com livro publicado e fama,
Que, na noite de autógrafos, declama
Do seu poema a parte predileta.
Mas, mesmo com a pena tão completa,
Cá sobre mim ainda se derrama
Do anonimato a pegajosa lama
E tudo o que componho se engaveta.
Poetas e leitores deste mundo
Vão todos logo ao túmulo profundo.
Por fim, ninguém se importará com isto.
Ó que me baste então que o Deus eterno
Conheça, neste mísero caderno,
Os versos meus que provam que eu existo.
(Escrito em 04/10/2020)
Desses com livro publicado e fama,
Que, na noite de autógrafos, declama
Do seu poema a parte predileta.
Mas, mesmo com a pena tão completa,
Cá sobre mim ainda se derrama
Do anonimato a pegajosa lama
E tudo o que componho se engaveta.
Poetas e leitores deste mundo
Vão todos logo ao túmulo profundo.
Por fim, ninguém se importará com isto.
Ó que me baste então que o Deus eterno
Conheça, neste mísero caderno,
Os versos meus que provam que eu existo.
(Escrito em 04/10/2020)
Comentários (1)
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2020-10-05
Parabéns! Gostei dos seus poemas.
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