Os Noctívagos
Há-de haver quem pretenda
Sofrer do mesmo mal
E cantar à luz das velas
Rasgar as mesmas ruelas
Roubar o silêncio aos desejos
Sob a luz boémia dos candeeiros
E há-de haver ainda quem se ofenda
Com a força de uma onda que rebenta
Pela cara que mostras à rua
Pela pele que deixas nua
Sob as vestes do receio
Sob a luz boémia desse anseio
A liberdade é a sombra que trazes
Tu que és tu com a boca que calas
Tu que não és tu na Arena das Falas
Nos braços que se estendem sobre ti
Nos diálogos sem sentido
Na luz de um triste arrependido
Admiram-te as pedras que perturbas
Olhos de rua logo atentam
Nas poses que em ti assentam
Quando és miúda, dama e moça
Num vestido que repousa
No ar que rasgas com a postura
Sob a luz boémia dos candeeiros de rua
Sofrer do mesmo mal
E cantar à luz das velas
Rasgar as mesmas ruelas
Roubar o silêncio aos desejos
Sob a luz boémia dos candeeiros
E há-de haver ainda quem se ofenda
Com a força de uma onda que rebenta
Pela cara que mostras à rua
Pela pele que deixas nua
Sob as vestes do receio
Sob a luz boémia desse anseio
A liberdade é a sombra que trazes
Tu que és tu com a boca que calas
Tu que não és tu na Arena das Falas
Nos braços que se estendem sobre ti
Nos diálogos sem sentido
Na luz de um triste arrependido
Admiram-te as pedras que perturbas
Olhos de rua logo atentam
Nas poses que em ti assentam
Quando és miúda, dama e moça
Num vestido que repousa
No ar que rasgas com a postura
Sob a luz boémia dos candeeiros de rua
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