O lado negro da noite

E assim fenece lentamente o dia quase aparatoso
A perseverança só acampa onde a esperança resplandecer
Onde a vida absoluta e absurdamente feliz endoidecer
Solidões quase delinquentes gotejam pela caleira das
Ilusões incoerentes e substantivamente impiedosas
Assim como a noite refilando entre escuridões gananciosas
Breus levitando em tantos tenebrosos silêncios adormecidos
Vendam um olhar tão doloso dormitando ali quase queixoso
Saltitam escravizados por um tarado desejo tinhoso…tão guloso
Frederico de Castro
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