De falso para falsos.
Estes e estas, desta terra.
Hão de pregar a paz e o amor.
E hão de rir de tudo o que for.
Amor que lhe pareça dor.
E paz que lhe pareça guerra.
Estas vozes, que hoje os acolhem.
Quando o grito de apedrejar ressoa.
Não há lágrimas que os pés molhem.
Nem alma santa que os perdoa.
Terra hostil, que estes olhos roa!
Estes e estas, desta era.
Xingam com lábios de princesa.
Beijam com lábios de megera.
Se exaltam sua beleza ou riqueza.
Triste é o destino que te espera!
Estes estas, dos medos vossos.
Sabem abraçar carinhosamente.
E traem na ausência de remorsos.
Onde há honestos nesta gente?
De falso para falsos, quem mente?
Estes e estas ou mesmo vocês.
Não temam as traições que virão.
Estamos no rés do rés da podridão.
Onde os que não mentem morrerão.
Não há um que não o fez.
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