Imóvel
Que da imagem fez-te pronta:
São mil nulidades o que te exaltam.
E do verbo, que me resta a não ser insistir?
Quiçá viver em um pôr-do-sol tuberculoso,
Ou em ondas do mar que trazem, miraculosas,
A oração egrégia livre da sintaxe que fora pressuposta
A acabar de vez com o pensamento:
À sua imagem e semelhança.
Debalde é a esperança de se realizar a vontade;
O mundo jaz no maligno.
E eu, eu continuo imóvel.
Imóvel, meu Deus, imóvel...
São mil nulidades o que te exaltam.
E do verbo, que me resta a não ser insistir?
Quiçá viver em um pôr-do-sol tuberculoso,
Ou em ondas do mar que trazem, miraculosas,
A oração egrégia livre da sintaxe que fora pressuposta
A acabar de vez com o pensamento:
À sua imagem e semelhança.
Debalde é a esperança de se realizar a vontade;
O mundo jaz no maligno.
E eu, eu continuo imóvel.
Imóvel, meu Deus, imóvel...
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