AINDA ESTOU VIVO


Fui ver navios, como mandaram

E segui, no caminho encontrei a poesia

Pérolas, luzes, sombras e o mar imenso

No cais fitei o horizonte, senti a maresia

E me inebriei-me inspirações

Entre quimeras fiz concreta a fantasia

 

Mandaram-me pro inferno – pasmei

Fui, mas barrado na porta pelo demônio:

Aqui não aceitamos poetas – voltei

 

Acordo com a poesia e vou até o anoitecer

Tomara que ninguém me mande para o céu

Ainda tenho muita poesia para fazer


Gilnei Neves Nepomuceno

Morada Nova-CE, 26/01/2014
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