O cotidiano
O Cotidiano
Levanta, homem! É hora de trabalhar.
Toma um banho e desperta.
O café está na mesa.
Vai uma fatia de pão com manteiga.
Corre! Corre para a porta, está na hora de sair.
Vum, vum, vum...
O motor do carro a roncar.
Quem dera eu estivesse roncando na minha cama!
Mas é preciso cumprir o ritual e trabalhar.
Trabalhar é um verbo forte e mecânico.
Trabalhar, homem! Trabalhar nessa essência.
Na essência do trabalhar.
Corre, trabalha.
Corre, trabalha.
Vum...
O motor ronca.
O carro e o coração acelerados.
É o trabalho!
Onde está o trabalho mesmo?
Lembrei... à alguns quilômetros daqui.
É a essência da vida...
O trabalho.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
“A minha curiosidade é viver-te”
— E tu? O que sentes quando tocas em mim?
O meu corpo também te fala assim como o teu fala comigo?
— Eu vejo uma escultura viv…
Gonçalo Soares
“Nas minhas escolhas os meus pensamentos e nas escolhas da vida os meus sentimentos”
(Então e as gajas?)
Já não sei se quero saber assim tanto disso
(Então porquê?)
A pessoa que eu quero não existe …
Gonçalo Soares
“Uma espera é uma carta”
Bem, mas falando a sério,
Ela aparece quando, quando eu desistir?
Se a ideia for essa, então é preferível que não apareça.
…
Gonçalo Soares
“Na Terra de Santos e Pecadores”
Na terra de cadáveres encaixotados caminho,
Ao passar pelos muros do destino
Um buraco no ar surge e eu designo
Uma paz de espír…
Gonçalo Soares