04:05 am

Eu nunca amei.
E talvez, nunca amarei.
Só abracei corpos tão fatigados
e desesperados como o meu,
em busca do amor que não tenho em mim.
Beijei faces sem identidade e
individualidades sem realidade.
Acabo por não saber quem são,
e eles também não sabem quem sou.
No entanto, essa questão é também meu temor.
Minha existência mendicante ou
minha mendicante existência...
de criança no amor e deusa na indiferença.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael
Conluios
conluios maquetas inventários nada a limpo em momento algum ó, ninguém soube dizer como o velho barco ficara na praia por décadas, e de …
Darlan de Matos Cunha