Clepsidra
São Bernardo do Campo, 17 Nov. 2020 às 21hs30.
(Inspirado em: “Intervalos de Tempo” de Monike Sachie)
Poema de: Rerismar Lucena
Sou como cronógrafo quebrado...
Todas às vezes que tentei alçar voo, estive parado.
Com o ar rarefeito, escasso.
Viajei por montanhas, planícies e imagens
Em busca de sensações sutis, de paisagens
À margem do tempo e do espaço.
Minha bússola apontando horizontes
Eu exaltando as montanhas, os montes
Passando por debaixo de pontes
Onde sei que não me encaixo.
Onde meu relógio perde o compasso
Na estrutura de um corpo dormente.
Meu coração não mais no automático
Talvez já não me seja mais prático
Vibrar quão minúsculo cristal de quartzo.
Fenológicos processos se encerram
Já não habito planícies ou montanhas de ferro,
Cortados por rios de metais pesados de aço.
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Enfim, liberto das amarras do tempo.
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Enfim, liberto das amarras do tempo.
(Rerismar Lucena, 17 Nov. 2020)
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