Pedaços de mim
E foi voltando para “de onde” um dia parti,
Recolhendo pedaços de mim, que deixei espalhados pelo caminho,
Que percebi o porque minha vida é tão vazia.
Fui largando pela estrada o que fui, o que sonhava ser,
O que era o melhor de mim, o que me fazia feliz.
Fui me reduzindo ao pouco que me resta, e me tornei assim, inexpressivo.
Deixei que o pó da estrada recobrisse meus sonhos, minhas expectativas.
Deixei o mato crescer e tomar conta da minha alegria de viver.
Não me dei conta de que cada pedaço de mim, é parte fundamental para a vida.
O que o tempo destruiu, não se pode recuperar.
O que resistiu às intempéries, ao sol escaldante, às chuvas torrenciais,
Talvez sirva como alento, ao futuro que começa agora e é o que me resta.
Mesmo que termine assim como a noite... Quando um novo dia nascer...
Comentários (1)
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Helder Roque
2020-12-13
Como uma estrela se pode tornar num buraco negro. Maravilhoso poema.
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