Agora
Agora que o sol repousou
sobre um mar rendido
e que as flores se fecharam
abraçadas;
agora que as bruxas acordam
trocando feitiços,
e a chuva se esmaga nas vidraças
dançando elegante
como se o mundo todo chorasse.
Agora
que te vi percorrendo
cada rua
com um sorriso generoso
nesse rosto
inesquecível,
e que as tuas mãos
se oferecem a outro destino,
a outros abraços.
Agora que os velhos repousam
no esquecimento dos dias doridos
e o suor seca por si
escorrida das têmporas dos
que chegam e já partem,
agora que os livros se fecham
marcados num canto
deixando nas páginas cicatrizes
indeléveis;
agora que o tempo se esgota
num mundo sempre cheio de fins
de destinos sem roda,
de homens de cátedra
e de catres onde os homens se perdem;
agora que as mulheres se soltam
nas lantejoulas
que iluminam as vielas onde a vida
se ganha e perde
agora entendo
que há tempo para sempre ser agora
sobre um mar rendido
e que as flores se fecharam
abraçadas;
agora que as bruxas acordam
trocando feitiços,
e a chuva se esmaga nas vidraças
dançando elegante
como se o mundo todo chorasse.
Agora
que te vi percorrendo
cada rua
com um sorriso generoso
nesse rosto
inesquecível,
e que as tuas mãos
se oferecem a outro destino,
a outros abraços.
Agora que os velhos repousam
no esquecimento dos dias doridos
e o suor seca por si
escorrida das têmporas dos
que chegam e já partem,
agora que os livros se fecham
marcados num canto
deixando nas páginas cicatrizes
indeléveis;
agora que o tempo se esgota
num mundo sempre cheio de fins
de destinos sem roda,
de homens de cátedra
e de catres onde os homens se perdem;
agora que as mulheres se soltam
nas lantejoulas
que iluminam as vielas onde a vida
se ganha e perde
agora entendo
que há tempo para sempre ser agora
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