Meu corpo morto
Deito meu corpo morto sobre o asfalto.
Que me consuma o frio da madrugada!
Porque se a vida fez de mim partida,
No alvorecer serei apenas nada.
Serei o canto mudo da sereia,
Serei o azul do sangue que é nobre.
Serei o mar quando adormece na areia,
Serei a história que a terra cobre.
Se por amar de amor se vive,
Só por amor de amar se morre.
Se por querer, somente vida tive,
Só pela morte, da vida se socorre.
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