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Asfixia

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Ao pôr do sol a vida é tão sofrida
flora floema
flora floema
Asfixiada por quem disse
Que jamais colocaria as mãos
Em minha garganta
Ela queima, estilhaça
Faz de mim cacos pontiagudos

Com as mãos dilaceradas
Recolho o que sobrou de nós
Cansada de arder
Me deito sobre o chão ensanguentado
A espera da dor coagular
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flora floema

1997-09-08 · Florinea

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