Leve e tênue pulsar Híbrido
que nos traz luz e sombra
Sentidos de si e solidão
No abrir e fechar dos olhos
um quê se indaga
enternecido ou decaído Ato
em si
aberto par a par
ante o insólito
O novamente visto De novo
a crer ou descrer
Querer ou negar o ser
Acordar
sem querer a si Acordar
na madrugada enlutada
Dar cor de si
No amanhecer pleno
luzes se esvaindo Ao vento
galáxias a perderem-se  Na imensidão do cosmos
juntam-se e separam-se
num circuito entre pequenez e grandeza
Na poeira .... Do nada
o ser se escuta.

Fátima Rodrigues, Expedicionários, João Pessoa, Paraíba, Brasil, 26 de janeiro de 2021
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