Tumbeiros ao mar
Com a negraria,
Em porões de martírio
À muito viria.
Brasil, grande quilombo
Recebe o povo injustiçado
Que carrega no seu lombo
As marcas do passado.
Herdeiros de África,
Órfãos de mãe viva,
Identidade exportada
Outrora nativa.
Sempre na memória
Lembranças não resolvidas,
Constroem a história,
Obras de mãos sofridas.
Feridas abertas
Banhadas com água e sal,
Fâmulo se liberta
Da corrente serviçal.
Na fuga sem destino
O encontro a liberdade,
Mas certeza é que nos olhos
O suor ainda arde.
_Dienison Cardoso.
Com a negraria,
Em porões de martírio
À muito viria.
Brasil, grande quilombo
Recebe o povo injustiçado
Que carrega no seu lombo
As marcas do passado.
Herdeiros de África,
Órfãos de mãe viva,
Identidade exportada
Outrora nativa.
Sempre na memória
Lembranças não resolvidas,
Constroem a história,
Obras de mãos sofridas.
Feridas abertas
Banhadas com água e sal,
Fâmulo se liberta
Da corrente serviçal.
Na fuga sem destino
O encontro a liberdade,
Mas certeza é que nos olhos
O suor ainda arde.
_Dienison Cardoso.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski