Adeus Atena...
Penso comigo mesmo.
Que quero parar de pensar.
Dá trabalho, custa caro.
Muito peso para aguentar.
Quero parar já com isso.
Não quero mais compromisso.
Pensar ficou para paspalho.
Vou seguir essa manada.
Vou me embrenhar no atalho.
Pois pensar não dá em nada.
Pensar adoece o corpo.
Pensar envelhece a alma.
Prefiro um cérebro oco.
Uma vida vazia e calma.
De que viver no sufoco.
Com a revolta que espalha.
Na alma o padecimento.
No espírito o sofrimento.
Qual tecido de mortalha.
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